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MOÇAMBIQUE
Polícia recusa "lições de moral" da Amnistia
O Comando-Geral da Polícia afirmou, ontem, que "não precisa de lições de moral" da Amnistia Internacional (AI) e acusou a organização de "falta de seriedade" na avaliação que faz da conduta da polícia moçambicana.
Num relatório divulgado segunda-feira, a AI denuncia uma alegada impunidade dos agentes da polícia moçambicana envolvidos em crimes, incluindo homicídios, apontando o exemplo dos agentes que supostamente mataram o bailarino Augusto Cuvilas, em Dezembro de 2007.
Augusto Cuvilas terá sido mortalmente baleado por polícias que chamou para a sua residência, na sequência de uma tentativa de roubo. No local, também morreu a tiro um guarda da casa e a mulher do bailarino sofreu um aborto espontâneo. Segundo a organização, os polícias alegadamente envolvidos no caso não foram alvo de nenhum processo disciplinar nem criminal.
"As famílias das vítimas enfrentam desafios quase intransponíveis e só os mais persistentes e com mais recursos financeiros têm sido capazes de obter pequenas medidas de justiça A maioria é deixada sem justiça pela perda de seus familiares", afirmou Erwin Van der Borght, director do Programa da AI para África Reagindo a essas alegações, o porta-voz do Comando-Geral da Polícia acusou a organização de defesa dos direitos humanos de falta de seriedade, ao não aplicar o contraditório nas acusações que faz.
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